Top 5 Baixistas

por Almir Santos

Esse post está definitivamente a maior baixaria. Como é uma discussão infindável fazer uma lista de quais são os maiores ou melhores baixistas de todos os tempos, porquê aí fica complicado comparar estilos, épocas diferentes etc. Se o critério é mais a técnica ou a influência na maneira de tocar os instrumentos… Então filtrei os cinco mestres das quatro cordas pelo gosto pessoal, os que mais me deram prazer e me chamaram a atenção para esse instrumento que fica literalmente “lá em baixo” na maioria das mixagens, mas que sem ele a canção jamais seria a mesma. Os eleitos foram os ingleses John Wetton ( King Crimsom), Chris Squire (Yes) e John Entwinstle ( The Who), o australiano/ norte-americano Flea ( Red Hot Chilli Peppers) e o canadense Geddy Lee ( Rush).

Flea

Nascido em Melbourne em 1962, o australiano Michael Peter Balzary migrou para os Estados Unidos ainda criança, aos cinco anos de idade, devido a profissão do pai. Sob a alcunha de Flea (pulga), se tornou um dos mais respeitados baixistas de todos os tempos, principalmente pelo seu trabalho com o Red Hot Chilli Peppers, banda na qual é um dos fundadores. A mistura de funk com hard rock faz a cabeça da galera desde meados dos anos 80. Com forte influência de Jimmy Hendrix e do mestre do funk George Clinton, os slaps de Flea são referência quando o assunto é contrabaixo. O ápice de Flea e dos Peppers é no fundamental Blood Sugar Sex Magik, de 1991. E tome hits: Give it Away, Under the Bridge, Blood Sugar Sex Magik, Suck My Kiss, Breaking the Girl, I Could Have Lied. Essa jóia já abre com uma mensagem para os babacas da Ku Klux Klan em “The Power of Equality”.

Geddy Lee

Apesar da voz de Pato Donald brigando com seus sobrinhos, o canadense Geddy Lee é um exímio baixista e tecladista e convenhamos, sua voz grave e rouca é incomparável ( somente o pato de Walt Dysney faria igual) e cabe como uma luva no som progressivo do Rush. O conceito de power trio começou justamente com a banda formada na cidade de Toronto, no estado de Ontário. Com os também excepcionais Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) fica a impressão de que há no mínimo seis pessoas tocando no palco. Ouca “Anthen”, que abre o segundo álbum da banda, “Fly By Night”, de 1975.

Chris Squire

Para um baixista se destacar no Yes, aquela banda em que os músicos conhecem seus instrumentos mais do que suas próprias mães, tem que ser mesmo muito fera. As linhas melódicas do dedilhado de Chris Squire nos levam para os cenários de Pandora. Em outros momentos enfrentamos as forças do mal ao lado dos hobbits imersos no universo de Tolkien. “Heart of Sunrise”, do álbum Fragile, de1971, é uma verdadeira aula do mestre das quatro cordas. Em junho de 2015 nosso super-herói foi tocar em outros planos mais elevados.

John Entwinstle

Eleito o maior baixista de todos os tempos pela revista Rolling Stone, John Entwinstle também se destacava tocando trompete. Além do trabalho por décadas com o The Who, Entwinstle também desenvolveu uma elogiada carreira solo até o ano de 2012, quando partiu deixando seu toque inigualável em todos os trabalhos em que colaborou. “My Generation”, 1965, é um dos muitos hinos do The Who e de toda uma geração.

John Wetton

Embora mais conhecido por ser vocalista da fase mais criativa do King Crimson, nos anos 70, e posteriormente comandar os vocais do Asia e do Phenomena 2, nos anos 80, Wetton era um baixista de mão cheia. Além das bandas já citadas participou de diversas formações de outros grupos. Destaque para as colaborações com o Uriah Heep, UK , Wishbone Ash, Family, entre outros. “Easy Money” é do clássico do Crimson Lark’s Tongues in Aspic, de1973.

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