Ganchos na Copa

por Almir Santos

Entre os dias 24 de Junho e 16 de julho de 2018 publiquei na página do Neurônios no Facebook uma série sobre a Copa do Mundo. Conforme a história do mundial se desenrolava, fizemos um mix de futebol e cultura pop que causou um certo borburinho.

Como ficou um gostinho de quero mais e falta muito para o mundial do Catar, seguem os textos da série Ganchos na Copa na íntegra.

Ganchos na Copa

2Já estamos no segundo jogo da primeira fase e a seleção ainda não decolou. Nosso maior craque ainda se recupera mas temos tudo para chegar na fase eliminatória com o escrete acertado rumo ao hexa. O torneio está muito nivelado, ninguém se destacou e a zebra corre livre pelos gramados russos. Nossos jogadores têm que se comportar como verdadeiros guerreiros elétricos se quiserem ter alguma chance. Isso me faz lembrar que o título do segundo álbum da banda britânica T.Rex se chamava “Electric Warrior”. Lançado em 1971, este pode ser considerado o sexto trabalho da banda se formos considerar os discos lançados quando ainda se chamavam Tyranossaurus Rex. Seu líder, o genial Marc Bolan, foi um dos expoentes do chamado Glam Rock, houve até uma certa beatlemania pelo T.Rex na Inglaterra, mas isso não repercutiu na América do Norte da mesma forma, frustrando as ambições de Bolan de se tornar um astro internacional. Electric Warrior foi o que chegou mais perto. Destaque para “Get it on”, com seu riff pegajoso. O single voltaria a fazer sucesso em 1985 quando foi regravado pelo Power Station, supergrupo que reunia Andy Taylor e John Taylor, respectivamente guitarrista e baixista do Duran Duran, o cantor Robert Palmer e Tony Thompson, baterista do Chic.

Ouça: Get it On:

Ganchos na Copa #2

MÉXICO LINDO !!!

Ganhou da Alemanha por 1 x 0 e ainda na primeira fase perdeu da Suécia por três gols mandando os campeões mundiais mais cedo pra casa. Brasil e Argentina tem pelo menos uma coisa em comum com a terra do Chapolin Colorado. Nós fomos tricampeões em 1970 em terras astecas e os hermanos foram bi em 1986, quando Maradona fez o mais belo gol de todas as Copas driblando meio time da Inglaterra nos gramados do país do Ligeirinho:

Terra dos sombreros, da luta livre e das comidas apimentadas, é também a pátria de um dos maiores guitarristas da história, Carlos Santana. O mexicano e sua banda alcançaram projeção mundial quando participaram do festival de Woodstock em 1969. O segundo álbum da banda, Abraxas, com sua competente mistura de rock, blues, jazz e ritmos latinos conquistou o mundo, puxado pelo hit “Black Magic Woman”. Para nós brasileiros vale muito a pena dar uma conferida no trabalho de 1973, “Welcome”. Com forte influência de ritmos brasileiros, tem ainda a participação da cantora de jazz brasileira Flora Purim como uma das vocalistas.
Ouça “Black Magic Woman” :

Ganchos na Copa #3

Os azuis estão chegando

Eles pareciam ser mais um dos grandes a cair logo no início, mas no confronto eliminatório com a Argentina de Messi, a França não só demonstrou ter poder de reação, como Mbappé brilhou como faz no Paris Saint-Germain, se candidatando a ser um dos nomes da Copa. Impulsionados pelo grito da torcida “ Allez, le Bleus”, os franceses chegam ás quartas de final impondo respeito. Assim como a Bélgica, a seleção comandada por Didier Deschamps é um reflexo dessa Europa miscigenada. Há trinta anos, a talentosa geração de Platini não conseguiu o mundial, isso só ocorreria em 1998, já contando com os descendentes de imigrantes, como é o caso do craque Zinedine Zidane, de ascendência argelina. França do Asterix e seus irredutíveis gauleses, da gastronomia, da torre Eiffel, é o país campeão no mundial do turismo. E por falar em misturas, muito mais importante do que quem vai erguer a taça Fifa é esse encontro de povos, de culturas e religiões em harmonia, como se fosse uma Torre de Babel ao contrário.
As iranianas enfim podendo assistir a uma partida de futebol, os panamenhos comemorando o primeiro gol na primeira Copa que participaram, mesmo perdendo de seis gols da Inglaterra, o sorriso maroto da menininha russa que correu o mundo…
No final da década de oitenta, a francesa de origem tcheca Disereless nos convidou a fazer uma viagem pelo globo sem fronteiras ou passaportes, voando sobre o mundo em um tapete voador, sobre velhos vulcões, mais longe do que a noite e o dia, eternamente. “Voyage Voyage” foi um estrondoso sucesso mundial.

Petit Gateau

Relembre a aula de futebol de Zidane sobre a seleção brasileira na Copa de 2006: 

Ganchos na Copa #4

Nova Invasão Viking

A seleção da Islândia parece mesmo se inspirar nos nobres guerreiros vikings que por volta do ano 800 invadiram as regiões mais ao sul do velho continente, conquistando por terra e sobretudo pelo mar em memoráveis batalhas onde mostraram seu valor e astúcia, levando sua cultura para as regiões da Bretanha ( atual Inglaterra) e outros povos do continente europeu. Na verdade essa nova invasão já começou a dois anos, na Eurocopa de 2016. Os islandeses chegaram ás quartas de final até sucumbirem diante dos franceses, que guerreavam em sua pátria. Mas a torcida fez um show à parte, lotando o estádio com cerca de trinta mil islandeses. Praticamente dez por cento do país de pouco mais de trezentos mil habitantes. Esse ano na Rússia conseguiram arrancar um empate com a poderosa Argentina, quando Halldórson se sagrou pegando um pênalti de Messi. O goleiro, que é cineasta e publicitário, é um exemplo desse aguerrido time que está se profissionalizando agora e a maioria dos jogadores tem outra atividade. A fria e misteriosa Islândia, com suas paisagens únicas, é fonte de inspiração para artistas do quilate da ex líder do Sugarcubes, a cantora Bjork:

Islândia, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Noruega, os chamados países nórdicos, fazem parte da região também conhecida como Escandinávia. Os antepassados vikings costumavam se aquecer do frio em volta da fogueira olhando o universo a procura de seus deuses. O mais poderoso deles era Odin. Seu filho Thor, o deus do trovão, era o mais cultuado. Odin teria concebido Thor com Jord, a deusa da Terra, para gerar o deus perfeito, filho dos deuses e dos homens. Na adaptação da Marvel para os quadrinhos, Thor nasceu na região da Noruega, isso mesmo, a terra do A-ha. País que nas Copas masculinas nunca fez grande coisa, mas é potência no futebol feminino, sagrando-se campeão em 1995. De acordo com os contos do escritor Robert E Howard, muito antes dos vikings existiu a Era Hiboriana, e onde hoje é a Dinamarca, havia a Ciméria, terra do bárbaro Conan. Dinamarca que neste ano já foi embora e nos deixa com saudades da “dinamáquina” que encantou o mundo. Já a Finlândia se destaca com a mão no volante, como comprovam Valteri Bottas, Kimi Raikkonen e o bicampeão da Fórmula 1 Mika Hakkinen. Não podemos deixar de citar duas outras adaptações bem humoradas dos bárbaros para hqs: Hagar, o horrível e Groo, o errante. Os guerreiros vikings se entregavam ás batalhas sem medo de morrer, pois a bravura seria recompensada quando adentrariam Valhalha, a morada dos mortos, conduzidos pelas Valquírias para os salões dos deuses, sentando ao lado de Odin. Tanta bravura inspirou o Led Zeppelin no cavalo de batalha “Immigrant Song”, que foi sagazmente incluída na trilha sonora de “Thor- Ragnarok :

A horda de bárbaros suecos espera saquear a capital russa na final da Copa, no dia quinze de julho, mas para isso vão ter que derrotar o exército da Rainha da Inglaterra, que fará de tudo para impedir que os vikings cheguem a Moscou. Suécia que sem o craque Ibrahimovic joga uma bola sem muita inspiração, mas que pode incomodar. A Suécia é craque mesmo em boa música. Neneh Cherry, Ace of Base, Roxette, Cardigans, Hellacopters, Europe, Yngwie Malmsteen… Cantando em inglês, toda essa legião nórdica invadiu o mercado internacional pelas fronteiras abertas pelo quarteto ABBA. A coletânea ABBA Gold é item obrigatório. Se encontrar algum vinil perdido do ABBA Gold em alguma velha taverna não pense duas vezes antes de saquear para sua coleção. 
Ouça – Dancing Queen

Ganchos na Copa #5

Deus Salve a Rainha

“O futebol está voltando pra casa”, é o que diz a letra da música que a torcida inglesa canta sem parar desde a vitória sobre a Colômbia nas oitavas de final. A música foi feita quando os ingleses sediaram a Eurocopa de 1996, exatos trinta anos após o único título mundial da seleção da Rainha Elizabeth. Como todos sabem, os ingleses inventaram o futebol como hoje conhecemos e criaram suas principais regras. Em maio já contamos no blog como foi essa história até a chegada do esporte ao Brasil pelas mãos do paulistano de ascendência inglesa Charles Miller. Se não conferiu, clica aqui:

A expectativa agora é para passar pela Croácia na semifinal e ouvir o hino real “God Save the Queen”, na disputa pelo bicampeonato. 
Em 1977 os Sex Pistols fizeram sua própria “Deus Salve a Rainha”, carregada de crítica social, não faltaram alfinetadas na monarquia e na política britânica. A letra dizia que a Rainha não era um ser humano e não há futuro para o sonho inglês. O Reino Unido vivia uma forte recessão econômica enquanto a realeza mantinha suas mordomias. Com “Anarchy in the UK”, Johnny Rotten ( Joãozinho Podre), vocalista dos Pistols, pregava a anarquia como única saída para enfrentar a crise: 

Os Pistols lançaram apenas um álbum e acabaram, deixando o maior estrago no Reino Unido. No mesmo ano de 77, uma banda que nunca teve problemas com a monarquia, o Queen (também com esse nome), lançava o disco “News of the World”, de onde saíram dois hinos adotados pelas torcidas não só de futebol, mas de campeonatos dos mais variados esportes do mundo inteiro, “We Will Rock You”, e principalmente, “We Are the Champions”:

Ainda falando da Rainha, em 1986 os Smiths lançariam seu terceiro e melhor álbum, “The Queen is Dead”. Nas quartas de final da Copa de 1986, no México, a memorável partida entre Inglaterra e Argentina ganhou uma dimensão maior por causa de um fator político. O jogo foi quatro anos após a guerra das Malvinas, quando os dois países entraram em conflito pela disputa das ilhas, que os ingleses chamam de Falklands. Os hermanos, que perderam a guerra, estavam a flor da pele. Maradona amenizava e dizia que era só uma partida de futebol, para não misturar com política, mas após a vitória com o gol da mão de Deus, e a jogada dos deuses, quando o argentino saiu do meio do campo driblando meio time da Inglaterra e fazendo o segundo gol, Diego confessou que era muito mais do que uma mera partida de futebol.
Neste mundial, um incidente gerou uma grave crise diplomática que impediu que membros da realeza e políticos comparecessem nos estádios russos para prestigiar a seleção inglesa. Um ex agente russo foi morto em Londres por envenenamento, com suspeitas sobre o serviço de inteligência de Wladimir Putin. Isso seria um caso para James Bond, o maior agente secreto da história a serviço de sua majestade britânica. Já fizemos um top 5 das músicas temas dos filmes de 007 também no blog, confere aqui :

https://neuronioscomarte.com.br/2017/01/01/james-bond-top-5/

Invasão Britânica


Ás vezes dá até a impressão de que os inventores do futebol são também os criadores do rock and roll, tamanha é a quantidade de bandas que dominam o mercado internacional desde meados dos anos 60. Tudo começou quando os Beatles estouraram nos Estados Unidos, em 1964, levando consigo os Rolling Stones, The Kinks, The Animals, The Who e tantos outros. Os americanos recuperaram a hegemonia por um breve período em 1967, com as bandas psicodélicas da Califórnia (mesmo assim o disco essencial da psicodelia é o Sgt Peppers, dos Beatles), mas logo veio o hard rock e tome Led Zeppelin, Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep, capitaneando a segunda invasão. Vamos fazer uma viagem até 1966, ano do primeiro mundial da Inglaterra e conferir o que três pilares da primeira invasão produziram naquele ano.

Tomorrow Never Knows – The Beatles
Faixa que encerra o álbum Revolver. Um ano antes de Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, o quarteto de Liverpool já dava sinais do que seria a psicodelia no ano seguinte. Johnn Lennon avisou o produtor George Martin que queria soar como o Dalai Lama. George Harrison já se aperfeiçoava no uso da cítara, instrumento de cordas indiano, que aprendeu com o mestre Ravi Shankar.  :

Under My Thumb – Rolling Stones

Divisor de águas na carreira dos Rolling Stones, o álbum Aftermath foi o primeiro inteiramente composto por Jagger e Richards. Os Stones deixaram de recorrer a covers de blues para completar seus álbuns, desenvolvendo sua musicalidade, a exemplo dos Beatles.“Under My Thumb” foi o single de maior sucesso:

A Quick One While He’s Away – The Who

Em seu segundo álbum, A Quick One, o The Who conta a história da garota que sofre pelo seu homem que foi embora e cujo choro pode ser ouvido ao redor do mundo. Esse é o ponto de partida da mini ópera rock A Quick One, do disco homônimo… A banda desenvolveria esse conceito de canções com vários andamentos nos trabalhos Tommy e Quadrophenia. O ápice da banda seria em 1971, com o disco Who’s Next, que continha os hinos “Won’t Get Fooled Again” e “Baba O’Riley :

Flagrante de uma pelada Oasis x Blur, uma espécie de Corinthians e Palmeiras do Britpop.

Ganchos na Copa #6

Mãe Russia

A maior nação do mundo em extensão territorial se prepara para abrigar a final da vigésima primeira Copa do Mundo com o sentimento de dever cumprido. Depois da imagem negativa na Copa das Confederações no ano passado, foram felizes não só como anfitriões, mas viram sua seleção chegar bem às quartas de final, quando só foram batidas pela finalista Croácia na disputa por pênaltis. Tamanho desempenho culminou com a falta de vodka nos bares da pátria mãe. Também chamada de Mãe Russia, essa denominação é anterior aos tempos da União Soviética, quando através dos famosos cartazes com imagens e logos em vermelho, a propaganda estatal convidava a enorme nação a se unir para o trabalho, a fim de cumprir as metas do regime de Moscou, sempre protegida pela mãe atenta e acolhedora. Há diversas estátuas femininas simbolizando esse ideal na Rússia, destaque para a Pátria Mãe, de 85 metros, e que já foi a maior do mundo. Em 1974, a voz etérea da vocalista Annie Haslan, dos londrinos do Renaissance, incorporou esse espírito russo:

Em uma coletiva para a imprensa antes da abertura do mundial, o presidente Wladimir Putin, em tom de ironia, desejou sorte aos alemães, atuais campeões mundiais, mas esperando que não resistam mais uma vez ao inverno russo. Uma referência ao fato de que os alemães perderam a Segunda Guerra Mundial a partir do momento em que não resistiram ao frio rigoroso russo e debandaram para Berlim. Os soldados soviéticos tomaram a capital alemã, momento em que os aliados começaram a virar o jogo. Misto de czar dos velhos tempos do império russo com líder do partido comunista dos tempos da chamada Cortina de Ferro, não podemos dizer que sob a liderança de Putin a Russia vive uma democracia, mas a Copa revelou um país disposto a se modernizar. Mesmo repudiando o passado da ditadura stalinista, que matou milhões de pessoas para cumprir as metas do regime, os russos tem orgulho da nação ter se tornado uma superpotência, rivalizando com os Estados Unidos na vanguarda das novidades na área da tecnologia, ciência e educação. Com o fim do regime soviético, no começo dos anos 90, os ventos da mudança foram inspiração para diversos artistas. O Iron Maiden desejou novos rumos para o país com uma nova Mãe Russia:

Figurinha carimbada nas listas das seleções das Copas de todos os tempos, o goleiro russo Lev Yashin, também conhecido como aranha negra, jogou quatro Copas, entre 1958 e 1970. Contemporâneo de Pelé, Yashin pode ser considerado um dos responsáveis pelo título de Rei para o então menino Edson. Pode não ter criado o termo, mas foi talvez uma das primeiras figuras públicas a se referir a Pelé com título de nobreza nas entrevistas. No auge da corrida espacial, nos anos 60, quando os russos ganhavam de lavada dos americanos, levando o primeiro homem pro espaço, o cosmonauta Iuri Gagarin, em 1961, a União Soviética virou “moda” no ocidente. Em 1968, os Beatles imaginaram uma volta a União Soviética, país onde nunca tocaram, devido ao regime socialista:

Em 1984, no auge da corrida armamentista, Estados Unidos e União Soviética tinham um arsenal atômico capaz de destruir toda a vida na Terra diversas vezes. Os britânicos (sempre eles) do Frankie Goes To Hollywood fizeram uma bem humorada crítica às duas superpotências colocando os então presidentes Ronald Reagan e Konstantin Chernenko para resolver suas diferenças em uma rinha:

Mas a Guerra Fria também gerou paixões quentes o suficiente para derreter a neve da Sibéria. Em 1985 Elton John viveu uma paixão impossível por uma militar russa, Nikita. Críticos na época diziam que a vodka de mesmo nome dava menos dor de cabeça do que a canção:

Russia dos escritores Dostoievski, Nabokov e Tolstoi. Dos compositores clássicos Tchaikovsky e Stravinski, é também a terra da mais charmosa ex espiã e membro dos Vingadores, Natasha Romanov, a Viúva Negra, interpretada no cinema pela estonteante Scarlett Johansson.
Pátria mãe do bailarino Mikhail Baryshnikov e do consagrado Balé Bolshoi, que tem sua única filial fora da Rússia na nossa pátria mãe, em Joinville, Santa Catarina. Bolshoi, que também é o nome de uma banda pós punk londrina que fez muito sucesso no Brasil nos anos 80 com os hits “Sunday Morning” e “Away”: 

Leia:
Crime e Castigo (1866) –Fiódor Dostoiévski
Um crime e suas consequências.

Lolita (1955) – Wladimir Nabokov
A polêmica obsessão de um velho professor por meninas muito novas, inclusive sua enteada de 12 anos.

Entre a Foice e o Martelo (2004) – Mark Millar e Dave Johnson
História em quadrinhos da DC Comics. Em uma Terra paralela a nave que trouxe o Superman para o nosso planeta cai na Russia e não nos Estados Unidos. Clássico.

Ganchos na Copa #7

Bicampeão pede 3 músicas

E agora que a Copa da Rússia acabou já começou a contagem regressiva para o Catar 2022. Nesse período, a hegemonia do futebol é novamente francesa. Vinte anos após o primeiro título e após a perda da Eurocopa em casa há dois anos na final com Portugal, os azuis novamente alcançaram o Olimpo do mais popular dos esportes. Já avisamos que os irredutíveis gauleses estavam a caminho. As comemorações na Champs Élysées, com as projeções das imagens dos jogadores no Arco do Triunfo me fizeram imaginar que só faltou um show do Jean-Michel Jarre. O que me faz também lembrar que desbancando um programa televisivo dominical da concorrência, em que quem faz três gols pede música, aqui, de acordo com o artigo 69, país que se torna bicampeão de Copa do Mundo pede 3 músicas, desde que sejam do país que ergueu a taça.

Rendez-Vous (1986) – Jean-Michel Jarre

Um dos pioneiros dos estilos new age, eletrônico e ambient music, Jarre popularizou essas vertentes musicais em espetáculos ao ar livre ao longo dos anos. O músico francês ganhou dois discos de ouro no Brasil nos anos 80, com “Rendez-Vouz” e com o ao vivo “Jarre in Concert Houston/ Lyon”.

La Vie en Rose (1946) – Edith Piaf

Um dia após o feriado da Queda da Bastilha, os franceses no domingo se tornaram bicampeões, um fim de semana em que viveram “la vie en rose “.

Canção da diva Edith Piaf, considerada a maior cantora francesa de todos os tempos. Com uma vida recheada de amores e tragédias, vale a pena dar uma conferida na cinebiografia “Piaf – Um Hino ao Amor” :

Ces´t Comme Ça (1986) – Les Rita Mitsouko

Com o seu segundo álbum de estúdio o duo Les Rita Mitsouko estourou em escala global com o hit “Ces’t Comme Ça”. Por aqui também foi campeã de execução nas rádios rock e danceterias .

Link