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Hyldon (1975)

Disco de estreia de Hyldon é uma das pedras fundamentais do soul brasileiro

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (1975) – Hyldon

por Almir Santos

Considerado um dos três pilares do soul brasileiro ao lado de Cassiano e Tim Maia, Hyldon produziu uma das pedras fundamentais do estilo com “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda”, após alguns compactos que a gravadora soltou para testar o repertório do artista, que já era produtor e também compunha para nomes como Wanderleia, Erasmo Carlos entre outros. Foi a amizade e a parceria com Cassiano e Tim Maia que levou o baiano Hyldon de Souza Silva a trabalhar como músico de estúdio na Polygram. Chegou ao Rio de Janeiro seguindo os passos de seu primo Pedrinho da Luz, que tocava no The Fevers, uma das maiores bandas da Jovem Guarda. Também foi com o The Fevers que Hyldon teve a chance de fazer sua primeira gravação, no dia em que o cantor e guitarrista da banda, Almir Bezerra, não compareceu a uma sessão de estúdio. A combinação da música negra americana com a brasileira fazem do soul brazuca quase que um estilo musical novo. O trabalho contou ainda com os músicos da banda Azymuth, que estourou pelo mundo misturando música brasileira, soul music, jazz e rock. “Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda” foi resgatada há alguns anos pelo Kid Abelha e “As Dores do Mundo”, foi hit na versão do Jota Quest, apresentando o mestre para as novas gerações. Mas esse clássico tem muito mais. “ Na Sombra de Uma Àrvore” flerta com o melhor da MPB. “Meu Patuá” guarda muito das raízes nordestinas do compositor. “Sábado e Domingo”, é de uma beleza ímpar: “Todo sábado e domingo sabe Deus onde é que você vai”. Enfim, um disco para se ouvir nos bailes, em casa, na rua, na chuva, na fazenda, em qualquer lugar.

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Almireu

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