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ENTREVISTA: MARCELO COSTA

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ENTREVISTA: MARCELO COSTA ( Scream & Yell)

O crítico musical e editor do portal Scream & Yell Marcelo Costa inicia a série “Bizz- Jornalismo, Causos e Rock and Roll – as entrevistas na íntegra”. Publicaremos os depoimentos de quem colaborou com o doc da Bizz na íntegra, porque muita coisa boa ficou de fora, devido ao tempo do curta (25 minutos), ou porque muitas declarações ficaram melhor no texto, ou fugiam do foco do documentário.

por Almir Santos e Marcelo Santos Costa

Pra começar, gostaria que você falasse sobre 1985, como foi aquele período em que surgiu a Bizz.

Bom, sou filho dos anos 80, sou da geração que tem quarenta anos agora, então no meio dos anos 80 eu tinha quinze anos, e o cenário estava bombando… Tínhamos uma Nova Republica surgindo, bandas muito legais aparecendo aqui e ali, o primeiro Rock in Rio, muitas coisas acontecendo num momento catalizador que culminou no lançamento da Bizz. Havia outras revistas na época, como a Roll, a Som Três, mas não eram revistas aprofundadas como os exemplares gringos, e a Bizz chegou exatamente pra tapar essa lacuna, ampliar o alcance de algo que a gente não tinha nem em rádio, nem em TV. Na TV até já estava começando alguma coisa, mas não tinha ninguém que falasse sobre Bruce Springsteen, por exemplo, que foi capa da primeira Bizz. Ou seja, a revista chegou cobrindo um imenso buraco pra juventude roqueira dos anos 80, uma época em que a juventude usou o rock’ n roll como símbolo de libertação da ditadura, quase que como trilha sonora. A Bizz chegou exatamente nesse momento mostrando que as coisas não estavam acontecendo só aqui, ampliando o leque. Era um cenário com um monte de jornalistas que conhecia bem a cena nacional, era bem próximo de Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Titãs e Ira!, como também conheciam a cena estrangeira, num período em que algumas das principais bandas inglesas vieram tocar por aqui: New Order, Echo, The Cure, Siouxsie & the Banshees, PIL. Essas bandas já chegaram aqui com um bom público os conhecendo pela Bizz, que já tinha meio que adiantado: “Olha, o Echo é isso, o Cure é aquilo e tal”. Era o primeiro grande veículo de jornalismo musical brasileiro nascendo, e educando toda uma geração. Havia a Ilustrada, que fazia um trabalho excelente, o Caderno 2… mas não tinhamos uma revista como a Bizz. Parecia uma coisa muito próxima da gente, os textos eram muito pessoais, felizmente sem ser gonzo, e o leitor guardava o nome dos jornalistas. Não era apenas o “ler um texto”. A gente lia o que tal jornalista escrevia. Havia uma proximidade…

Fala um pouco sobre o que te pegou nas seções da Bizz, como a Discoteca Básica e o que te pegou e te motivou a exercer essa profissão.

Bom, primeiro as pessoas e é tanta gente: José Augusto Lemos, Alex Antunes, Marcel Plasse, Ana Maria Bahiana, Sonia Maia. Depois já no comecinho dos anos 90, o André Forastieri e André Barcinski, gente de quem eu sou filhote, não posso negar isso. Hoje em dia já tenho 12 anos de profissão, e já tenho o meu próprio estilo de escrever, mas comecei inspirado nesses caras. O meu jeito de olhar a música, de traduzir a música em palavras vem de tanto ler o texto desses caras, e quando você começa a ler muito um determinado jornalista, você o reconhece na primeira frase: “Olha, isso aqui é André Barckinski”. Ou seja, você acaba ficando muito próximo do texto desses jornalistas. E isso é muito bacana. A Bizz tinha muita coisa legal, como as seções fixas, tipo a Discoteca Básica, que acrescentou muito para uma geração que não tinha acesso a muitas coisas, não tinha bagagem histórica. Era uma época bem diferente sem Google, Wikipedia e coisas similares. O conhecimento era muito mais valioso. Nesse contexto, a Discoteca Básica apresentou muitos discos, não só discos, mas histórias que envolviam esses discos. É meio poético relembrar isso porque hoje você tem a web, e se você tem dúvidas de um disco, você “bate” no Google e com três links você descobre. Naquela época os discos não chegavam com tanta facilidade no Brasil, então tinha colaborador da Bizz que tinha amigo que trabalhava na Varig e trazia discos de Londres, discos que muita gente nem sabia que tinha sido lançado. Há, por exemplo, uma história de jornalista fazendo resenha via telefone, ouvindo o disco que o amigo gringo tocava pra ele do outro lado, sabe? Era outra época, outra maneira de se fazer jornalismo musical. Uma época muito mais difícil. Hoje falo de um disco e o leitor pode ouvir na hora. Ele não precisa ir à loja comprar, ou ficar pensando: “Poxa, será que eu vou gostar desse disco que o Marcelo Costa achou legal?”. Não, ele vai baixar o disco e não vai ter nenhum custo benefício com isso. Se ele gostar, de repente vai lá e compra. Naquela época não, você tinha que apostar naquele disco, pagar uma grana, então você tinha que confiar muito nos críticos. Confiar muito nessas pessoas que acabavam ficando muito próximas mesmo sem você conhecê-las. Eu escrevia cartas pra redação, tive algumas publicadas. Das minhas seções prediletas, Discoteca Básica era assim… Top 1. Durante um período, fizemos no nosso programa Scream & Yell na web, na rádio Levi’s, um especial em que cada um dos quatro apresentadores escolhia uma resenha da Discoteca Básica, lia um trecho e tocava três músicas desse disco. A gente pegou textos do Forastieri, do Barcinski, do Arthur G. Couto Duarte, do Fernando Naporano… São textos bacanas até pra gente relembrar esse jornalismo, essa forma nostálgica e um pouco diferente do jornalismo que é feito hoje. Era muito mais livre, libertário, até porque nós vivíamos uma época libertária. Hoje em dia nós estamos vivendo um movimento contrário, de valorização do politicamente correto, de cerceamento de liberdades. Naquela época a gente estava vindo de uma ditadura, então era natural que o contexto de resposta fosse extremamente radical, mesmo sem ser violento. Você acabou de vir de vinte anos sem poder falar nada, então você vai querer falar mesmo. Hoje em dia as pessoas estão mais políticas, elas não querem se indispor, falar mal de um disco. Ela pode até deixar nas entrelinhas, usar certas palavras, o que é muito a época que a gente está vivendo agora. Quando a Bizz surgiu era diferente, era outra época, era outro tipo de jornalismo, que me agrada muito mais, um jornalismo muito honesto, sincero, sem aquela coisa de papas na língua. Acho que faz muita falta essa coisa de dar porrada na hora que precisa dar porrada.

O Rock in Rio fomentou a indústria, o mercado pop/rock nacional. Qual a sua impressão sobre o Rock in Rio?

Cara, 85 foi um ano histórico musicalmente. Tinha o Movimento das Diretas, o disco do Ultraje saindo, o disco da Legião bombando, o Capital estava ganhando as rádios, aí veio Paralamas, Kid Abelha, Barão Vermelho… No Rock in Rio, a gente sentia que era uma coisa de igual pra igual, embora instrumentalmente a gente estivesse décadas atrás. Se você assistir ao show do Paralamas no Rock in Rio e ao do Iron Maiden, você vai notar a diferença. Mas foi uma abertura, uma coisa que não existia no Brasil. Primeiro a gente tem que lembrar dos festivais que aconteceram nos anos 70, Saquarema… os festivais que foram vetados. Você marcar um festival naquele momento, em 85, foi uma coisa de extrema importância. O Medina está de parabéns por tudo aquilo ali, embora tenha tido problemas. As bandas nacionais não tinham a mesma estrutura pra tocar que os gringos, coisa que se repete até hoje. O mais engraçado é que as bandas brasileiras vendiam muito mais discos que as gringas, e mesmo assim a produção colocava os gringos num pedestal. Nenhum U2, nenhum Coldplay, nenhum Guns vai ter uma vendagem maior do que, por exemplo, Legião no Brasil. Por que as bandas brasileiras abrem para os gringos ainda hoje? Falta um pouquinho de coragem de mostrar que a gente tem bandas boas aqui também. Mas naquela época tudo era muito novo, e tínhamos como agravante estarmos na fase mais bundona da MPB. Caetano, Gil, Chico lançando discos ruins porque vinham também de 10, 12 anos lidando com a ditadura sem saber direito como fazer isso, perdidos também na produção musical dos anos 80 que era complicada para aqueles caras que eram dos anos 70. Por outro lado você tinha um monte de moleque querendo gravar do jeito que dava, querendo ocupar o espaço. Então tudo isso fomentou um ano em que o rock’ n roll foi a válvula de escape. Você tem de repente Legião vendendo 600 mil, RPM vendendo 2 milhões de cópias. Então os caras falaram “vamos investir nisso”. Então pintaram os festivais, o Hollywood Rock no final dos anos 80. A gente tinha o Free Jazz que também trazia uma pontinha de rock, mas o cenário mostrou que havia um público carente aqui para esses artistas. Antigamente vinha o Kiss para fazer um show único no Morumbi, Police também, então começou a vir banda para fazer turnê. New Order, Echo, Cure em seis datas no Brasil. O que ainda é pouco se você pensar o tamanho do Brasil, mas a fagulha começou ali.

Então, você acha que a Bizz chegando em 85 ajudou a firmar esse cenário de rock nacional?

Sim, a Bizz no começo parecia um fanzine, com músicos na última página dando sua opinião sobre instrumentos, e havia seções meio que educativas, tipo o Edgard Scandurra falando da guitarra dele, o Akira S falando dos teclados que ele usava, era uma coisa muito mais de mercado, meio didática e havia muito mais discussão sobre pautas e cenário. Hoje você tem um artista que é celebridade e faz uma matéria com ele, mas não há matérias tipo: “Como anda a música brasileira hoje?”. Não tem isso que a Bizz fazia de forma magnifica, culminando em juntar todo mundo numa mesma sala pra saber o que estava acontecendo com o rock brasileiro. RPM, Paralamas, Ratos de Porão, Legião… De repente não ia dar nada, mas a Bizz nesse ponto foi muito combativa. Ainda acho que a maior virtude dela foi não se preocupar com o que a gravadora estava achando. “Vamos detonar esse disco?” “Vamos, foda-se o que a gravadora está achando”. É uma crítica, uma opinião do cara assinada, não vai vender mais ou menos disco, o cara vai simplesmente saber que tem um disco lançado e de repente vai saber se é bom ou ruim. Acredito que tem pessoas que como eu compram discos como eu comprava porque o Forastieri falou bem, ou porque o Tom Leão falou bem, mas é uma outra época. Hoje em dia todo mundo ouve o disco antes de comprar.

Gostaria que você falasse das mudanças da Bizz, da Showbizz, quando ela ficou maior no formato, com fotos sensuais…

Uma revista é uma pessoa em crescimento. Só que além de ser um órgão em crescimento, ela é um objeto de vendagem de uma editora, então chega um momento em que você precisa fazer algumas mudanças, se adaptar à tecnologia, coisas que o Forastieri tentou fazer ali pela edição 60, mudou o visual, mudou o logo, tentou deixar ela um pouquinho mais cool, mas é estudo de marca. De repente o cara faz um estudo com 50 pessoas e fala: “Olha, o público da Bizz é de 15 a 20 anos”, então o logo tem que ser assim. Coisa de publicitário, não sei se dá para levar muito à sério. Só que aí todo mundo busca uma maneira de pôr a revista no mercado e tentar fazer ela vender mais. E isso explica todas as mudanças. É tipo “a revista esse mês vendeu 50 mil, a gente precisa vender 150 mil, o que a gente faz?” Ah, vamos fazer um formato tablóide grande, vamos botar “Showbizz”, vamos deixar ela mais pop, vamos botar ensaio de garotas. Tudo estratégia para tentar atrair leitor. Quando na verdade o que atrai leitor é um bom texto, uma boa edição. Só que você não vai conseguir explicar isso para o dono da editora. Ele vai dizer não, a revista tem que vender. Então como leitor, foram mudanças estranhas. O período da Showbizz foi bem estranho, mas teve coisas interessantes porque o Pedro Só, que era o editor na época, teve umas sacadas geniais. Mas ainda assim, essa aproximação com o público masculino, essa coisa de ensaios com meninas, tal cantora, tal atriz ou tal vj da MTV vai fazer, era algo estranho pra quem vinha lendo a revista desde 1985. O que me faz imaginar que alguma pesquisa havia dito que 80% do público da revista era masculino, e alguém teve a ideia: “Vamos focar com esses 80% e abandonar os outros 20% da mulherada”. Só que é fácil julgar agora com a revista fechada a uns sete, oito anos. Se eu tivesse ali no fogo com alguém no meu pé tipo “Cara, vamos fazer alguma coisa, a revista precisa vender mais”, de repente eu ia falar: “Vamos colocar umas mulheres peladas”. É muito complicado você dar uma opinião não tendo vivido, estando de fora, com o chefe do setor dizendo que essa revista precisa melhorar. Na minha posição de leitor, porém, foi algo estranho. Claro, eram mulheres bonitas, mas era Bizz ou Ele & Ela? Tudo bem, houveram grandes reportagens como uma entrevista fudida do Pedro Só com o Lou Reed, antológica, grandes matérias do Sergio Martins. A capa dos Racionais, por exemplo, foi uma conquista. A Bizz era uma revista que falava de música, discutia. Hoje em dia isso é raro, é quase tudo comportamento. A Bizz tentou entrar nessa onda de comportamento, se adequar. Minha aposta, porém, é que daria para tentar manter a revista com a vendagem que ela tinha na época, sem matar o título, e ainda assim venderia mais que muita revista que encontramos na banca hoje em dia…

Com a internet, os microblogs mudaram a linguagem para se falar de música. O que você acha?

As formas de se falar de música são totalmente adaptáveis ao meio que você usa. Na televisão você vai falar de um jeito, porque você vai ter imagem e uma série de recursos. Na revista você vai falar de outro jeito, você tem limite de caracteres, porque revista é papel e convencionou-se acreditar que o público brasileiro não lê muito, então as matérias nunca eram longas como as de uma uma Q, uma Uncut. No Scream & Yell, por exemplo, a gente faz entrevistas de 20, 30 páginas. As pessoas adoram, e o site é reconhecido por isso. A gente foi na contramão usando o que a internet nos dá de liberdade. Posso publicar 50 páginas se eu quiser, claro, se o conteúdo for relevante. Se o leitor vai ler ou não isso é problema dele, mas estou fazendo a minha parte, disponibilizando um conteúdo que vale a pena. Só que tudo isso gera uma série de pensamentos a respeito de jornalismo. Depois de muito tempo fazendo textos longos, passei a fazer resenhas de 500 toques pra provocar: Será que preciso de 20 mil toques para falar de um disco? Será que com 500 toques eu já não mato a ideia? Fazer o cara pensar. De repente esse disco em questão não precisa mais que 500 toques. Você pode definir um disco em 140 caracteres no Twitter, por exemplo. Basta encontrar as palavras. Tem disco que não merece nem 10 palavras (risos). Então depende muito do objeto que você tem. Não dá pra você fazer um texto de 20 mil toques na Bizz ou na Rolling Stone, mas consigo fazer isso no Scream & Yell. Mas há espaço pra tudo: Scream &Yell, sites de música e ao mesmo tempo Rolling Stone, Billboard. Vão ter outros espaços em bancas de jornal e um não mata o outro. Depende da pessoa que está por trás escrevendo. Se há uma entrevista do Paulo Cavalcanti com o Jô Soares na Rolling Stone nova, eu quero ler isso. Ah, mas tem uma entrevista do Jô em outro local com outro cara. Não. Eu quero saber o que o Paulo escreveu, porque eu o conheço e sei que pode ter saído coisa muito boa. Ou seja, conhecer o texto do jornalista ajuda. É balela isso que falam sobre a internet estar matando o jornalismo. Não, se tiver um monte de jornalista bom em uma revista eu vou comprar, pode ter certeza que muita gente vai comprar.

Fala da última fase da Bizz, a volta, em 2005.

Bom, nessa última fase havia muita expectativa porque uma revista como a Bizz faz muita falta. Falta no sentido de você poder ter uma revista crítica, ter alguém que fala sobre alguns discos de uma maneira que a Bizz fazia e causava alvoroço. Os textos bacanas do Forastieri, provocativos e tal. E a Bizz voltou e a gente pensou que de repente eles iriam tapar essa lacuna. Mas a minha impressão é que ela caiu naquela história das pesquisas publicitárias, pensando em fazer uma revista para leitores com 40 anos. Acho que você acaba perdendo muito ao ignorar alguns assuntos. Faltou alguém para dar uns sarrafos no Emo, por exemplo, que era a coisa do momento, enquanto você estava dando capa para Strokes, Jimi Hendrix. Ainda assim teve coisas ótimas porque a equipe era muito boa. Ricardo Alexandre e Paulo Terron são pessoas extremamente competentes. E que acertaram muito, só que o mercado era outro. E falta no Brasil essa coisa de você apostar a longo prazo, o que não tem nada a ver com a redação, mas sim com a direção da empresa. Porque prejuízo a revista não dava. E a ausência dela faz falta sim no mercado. No fundo, é tudo questão de perspectivas. Se eu tivesse uma revista boa de música que rendesse 20 mil reais de lucro, pra mim estaria bom. Eu ia pagar todo mundo e lançava outra mês que vem. Mas uma grande empresa não quer ganhar 10 mil, eles querem ganhar 100 mil. É negócio, e isso foge da redação. Ok, eu até posso dizer que, no meu ponto de vista, algumas pautas pareciam desnecessárias ali, mas é opinião minha, e cada pessoa faria uma revista diferente (do mesmo jeito que escalaria uma seleção brasileira diferente). De repente posso achar que não deveriam fazer uma matéria sobe iPod, mas tem gente que acredita que eles devessem sim falar. É preciso respeitar a decisão da redação, de uma equipe genial, com gente como Ricardo (Schott), Paulo (Terron), Matias (Max). Acho que foi totalmente válido, só que infelizmente a revista não sobreviveu, e a culpa não é da redação, mas sim das expectativas da própria editora. Hoje soa triste que a Bizz tenha virado apenas um nome de luxo para a editora Abril festejar mortos. Alguns não mortos, pois teve um especial Roberto Carlos também, se bem que musicalmente Roberto Carlos já morreu há uns 30 anos… É uma pena porque a Abril tem uma grande revista de música. Tem a Rolling Stone que cobre essa lacuna de forma exemplar, mas tem que falar de outras coisas também, porque a RS não é uma revista de música. A gente tem a Billboard que já é uma revista voltada pro mercado. Falta uma revista em que o entrevistado olha pro jornalista e o músico sabe que o cara conhece. A Bizz era excelente nisso.

Marcelo Costa é crítico musical e editor do portal Scream & Yell: http://www.screamyell.com.br/

Almir Santos é editor do Neurônios com Arte e nas horas vagas trabalha em banco.

Marcelo Santos Costa é colaborador do jornal on line É Nosso! (http://www.jornalenosso.com.br/) e nas horas vagas é servidor público municipal.