Libertas parte 2 – O Diário

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por Almir Santos *

Como combinado com o estimado leitor, segue a parte 2 dos dias de férias pelas Gerais, agora com o diário de bordo e as memórias misturadas com o pó da estrada. Viaje com a gente.

Dia 15 – Cerveja, água de coco e Mitologia

Domingo logo pela manhã partimos bem cedo para retirar o Ford Ka que alugamos e já pegamos a Marginal, sentido Fernão Dias. A previsão: chegar em Capitólio por volta de três e meia da tarde. Fizemos apenas uma pequena parada para calibrar pneus e fazer um lanche rápido.

Chegamos uns vinte minutos depois do previsto, mas a visão das águas azuis do Lago de Furnas, os carros parando ao longo do caminho para desbravar as cachoeiras no entorno da cidade já nos animaram. Já chegando no centro da cidade passamos para um belo cenário, que é uma estrada de terra entre lagos e adentramos Capitólio, com aquela característica de cidade pequena do interior. Percebemos que o clima de cidade turística fica nos passeios pelos cânions e cachoeiras, mas o centro mantém uma atmosfera bem pacata, às vezes você esquece que está em um dos roteiros turísticos mais procurados do momento. Primeira missão: encontrar o Casarão Hostel. Tarefa bem simples porque fica na pracinha do centro ao lado da Igreja. Batemos na porta e nada, tocamos a campainha, ninguém apareceu. De repente percebemos que o portão só estava encostado e dava acesso a um pequeno hall. Não havia ninguém na recepção e uma porta de vidro impedia o acesso ao setor de check-in. Ligamos para o estabelecimento e um rapaz com aquele sotaque tipicamente mineiro nos informou que aos domingos à tarde ele praticamente não fica no hostel. Ele liberou nosso acesso ao interior e avisou que chegaria em alguns minutos para fazer o check-in. Devidamente acomodados e após guardar as malas, receber as orientações do Lucas, o administrador do hostel e pegar o cartão para desbloquear a entrada do Casarão, bora procurar algum lugar para almoçar. Já vou logo avisando para não esperarem altas dicas gastronômicas sobre a típica culinária mineira, porque eu e o Fábio estávamos numa trip quase vegana, influencia de uns altos papos que tivemos no caminho para Minas sobre alimentação saudável e documentários como “What the Health”. Já demos o maior trabalho no primeiro restaurante, onde praticamente optamos pelo trivial arroz, feijão e salada, e pedimos para trocar carne e ovos por batata, mas o pessoal se confundiu e houve uma estressante demora. Mas estava curtindo a trip vegana, vamos ver onde isso vai dar ( nota do editor: com as festas de fim de ano e inúmeras confraternizações e churrascos você acha que conseguimos manter a dieta?). Como já estava anoitecendo, deixamos os passeios turísticos para o dia seguinte. Fomos desbravar o centro, conhecer as lojas, tomar uma água de coco ( companheira inseparável da tour, injustamente denominada de “pão de queijo”). As caminhadas pelo centro de capitólio e as paradas para umas cervejas e claro, água de coco, renderam papos filosóficos muito enriquecedores. Teorias sobre se o homem foi mesmo a Lua, as regiões ultra secretas da Antártida onde supostamente os americanos, alemães e russos escondem segredos sobre tecnologia alienígena encontrada no continente gelado, pirâmides no continente gelado e outros mistérios. Um tópico bastante pertinente foi quando o Fábio lembrou dos seus tempos de professor e sua paixão por Mitologia e de como adorava compartilhar o assunto com seus alunos. E tome Afrodite, Zeus, Medusa, Poseidon. E o primeiro dia foi assim…. mitológico.

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Dia 16 – Cânions , cervejas e água de coco

De manhã durante o café, o Lucas, o administrador do Casarão ficou de nos dar umas dicas de viagem. Havia duas meninas que estavam no último dia em capitólio e já tinham feito o passeio pelos cânions e iam desbravar algumas cachoeiras. Como ainda iríamos para Ouro Preto, optamos por fazer o caminho de 15 quilômetros saindo da cidade em direção ao Restaurante do Turvo. É lá que ficam os guias de passeio de lancha de confiança. Pois em todo lugar tem os picaretas, nosso novo amigo do hostel mandou ir direto para o lugar certo. Chegando lá fomos informados de que o passeio custava R$ 70,00. Tentamos pechinchar, mas o organizador do passeio informou que como era segunda dia 16, após o feriado prolongado de 12 de Outubro, dava para aumentar em meia hora a travessia dos cânions pelos mesmos 70 conto, então esse era o desconto. Embarcamos entre 12 a 15 pessoas ao som de “Thunder”, do Imagine Dragons.

No dia anterior, o passeio era de duas horas, e havia muita fila de espera. Na segunda de manhã estava mais tranquilo, e percorremos por duas horas e meia o lago entre os canions, com duas paradas, uma mais rápida de uns 20 minutos, outra de uns 40 minutos para tomar banho, tirar fotos e curtir a paisagem. Na primeira parada, havia um bar suspenso sobre as águas, sobre uma base de madeira e pneus, que faziam com que o local já balançasse antes mesmo de você começar a beber. Passando pelo bar, uma belíssima cachoeira e um lago raso no começo, onde havia uma parte delimitada onde só se pode adentrar com boia. Na segunda parada, uma cachoeira enorme para tomar um revigorante banho gelado, e uma paisagem deslumbrante. O passeio de lancha é o roteiro imperdível de capitólio.

Após o almoço fomos visitar o Escarpas do Lago, um condomínio aberto para visitação, pela beleza da arquitetura das casas, e do paisagismo das ruas, fachadas e varandas. Então conhecemos o outro lado de Capitólio, em contraste com a região central, mais provinciana. Muitas casas estão também disponíveis para aluguel, e se você tiver bala na agulha saiba que o Escarpas tem até heliponto para você pousar com seu brinquedinho. O condomínio descolado ainda promove shows de artistas nacionais e internacionais, havia até um anúncio de um show do DJ Alok, brasileiro que hoje é praticamente cidadão do mundo, para o começo de novembro. Provavelmente o evento não deve ser exclusivo dos moradores, acredito que a venda de ingressos até ajude na administração do condomínio. Enfim, o Escarpas é top.

A noite mais cervejas e papos filosóficos na pracinha, misturados com a população local.

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Dia 17 – Libertas Quae Sera Tamen

Dia 17, pela manhã, último banho e último café da manhã do Casarão Hostel. Adeus, Capitólio. Valeu, Lucas. E obrigado pelas dicas e pelos pães de queijo. Ouro Preto, rumo às terras inconfidentes. Quanto mais perto nosso destino estava, mais altas surgiam as montanhas, as curvas ficavam mais sinuosas e começamos a refletir sobre os Bandeirantes que desbravaram essas terras a cavalo, e a gente reclamando do cansaço da estrada. Verdadeiros heróis esses brasileiros do passado, heróis que hoje não temos mais, só sobrou aquela escória de Brasília, mas isso é outro assunto, vira a página, que você está de férias, meu filho. Escolha acertada a dupla de roqueiros paulistanos escolherem o Rock in Hostel como seu QG em Ouro Preto. A decoração com pôsteres de Raul Seixas, Janis Joplin, Elvis Presley, Amy Whinehouse entre outros, o ambiente de república, o local é frequentado por muitos estrangeiros, de europeus a americanos, de asiáticos a nossos hermanos latinos. Após o check-in e as primeiras caminhadas paramos para tomar uma cerveja artesanal local, compramos uns apetrechos de um casal de hippies argentinos que nos abordaram na mesa do bar e bora para mais caminhadas. O clima de volta no tempo toma conta, dá a impressão de que vamos encontrar Tiradentes, Chica da Silva, ou quem sabe o Imperador em uma visita oficial a Minas para ver como vão as coisas na rica província do ouro de Sua Majestade. Até os bancos são obrigados a manter as fachadas de seus estabelecimentos no estilo das construções originais, uma vez que são tombados pelo patrimônio histórico mundial. Após uma mapeada pelo centro e muitas fotos, voltamos para o hostel, e outro rolê a noite para ver o que a noite ouropretana nos aguardava.

Dia 18 – Igrejas, Mina de Ouro e Museus

No nosso segundo dia em Ouro Preto focamos em tomar o café da manhã logo cedo, pois teríamos uma agenda bem cheia. No dia anterior combinamos que faríamos o caminho a pé pelas ladeiras da cidade até as igrejas e o cruzeiro que avistávamos do centro, no outro extremo da cidade. No nosso percurso nos demos conta de como a cidade é rica em igrejas. Percebemos também que elas existem na mesma proporção das repúblicas de estudantes, com seus nomes bastante chamativos: Barraca Armada ( masculina), Bem na Boca (feminina), Reino de Baco (masculina), Academia da Cachaça (masculina), 100 Juizo (feminina), Harém (feminina), entre outras. Quando pudemos enfim bradar missão cumprida ao chegar na igreja que almejávamos alcançar, quando a avistamos do centro de Ouro Preto, ficamos sabendo que se tratava da Igreja da Matriz de Santa Ifigênia, também conhecida como Igreja de Santa Ifigênia do Alto da Cruz. Sua construção começou no século XVIII, financiada pela confraria do rosário, uma organização de negros escravos e alforriados. A partir de 1730 começaram a construção do templo católico que esbanja um forte sincretismo religioso, algo que se vê bastante na Bahia. Na saída um senhor que se ofereceu para contar detalhes da igreja em troca da quantia que pudéssemos contribuir nos contou que em Ouro Preto o motivo de existirem inúmeras igrejas não estava só ligado a forte devoção religiosa, mas era também um símbolo de ostentação. Cada família que emergia socialmente por causa do ouro queria demonstrar seu poder econômico erguendo templos para a comunidade. Nosso guia também nos deu a dica da Mina do Jeje, que ficava a algumas quadras dali. O percurso por dentro da mina construída pelos escravos é outro passeio obrigatório, muito mais pela história do período da escravidão e de como o ouro de Minas fez a riqueza de Brasil e de Portugal ( e até da Inglaterra). Os guias ao longo do caminho, e mesmo antes da entrada contextualizam o momento histórico em que a mina foi construída. Após o almoço tentamos inutilmente chegar a um cruzeiro que avistamos pela manhã, mas ficamos andando em círculos e voltamos para o centro. No final do dia, momento propício para mais um museu, o Museu Casa dos Contos. Administrado pelo Ministério da Fazenda, o antigo casarão do século XVIII conta a história da fundição do ouro, com materiais, ferramentas utilizadas para pesar e processar o precioso metal. Na sequência, as demais salas contam a história do cunho das moedas no Brasil, até chegar no dinheiro de papel nos dias atuais.

Há também móveis, livros históricos e um espaço no subsolo da casa dedicada a mostrar como viviam os negros nas senzalas. Destaque para instrumentos de tortura e jornais de época com anúncio de recompensa para quem localizar um negro fugido, documentos de compra de escravos entre outras raridades.

Antes de explorar a noite de Ouro Preto fizemos um esquenta no Empório Mineiro, que não só fica colado no Rock in Hostel, mas pertence aos mesmos proprietários. Especializado em cervejas artesanais, destaque para o som ambiente ( estava rolando Velvet Underground, Black Sabbath, The Who, Casa das Máquinas), rock da melhor qualidade. Degustamos duas Capitão Senra, de Belo Horizonte.

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Dia 19 – Mariana, a primeira capital

Mariana não estava prevista no nosso roteiro, mas como não visitar a primeira capital do estado de Minas Gerais, estando tão perto. Deixamos o carro em Ouro Preto e decidimos ir de ônibus para sentir o clima da cidade, ouvir as conversas dos habitantes locais, coisas que só uma viagem de meia hora de ônibus é capaz de proporcionar. Devido ao cansaço do dia anterior, demoramos a acordar e tomar café, mesmo assim antes das 11 horas já estávamos na rodoviária local esperando o intermunicipal, junto com os locais e talvez outros turistas como nós. É bom registrar que o acidente na Barragem do Fundão em 2015, no subdistrito de Bento Gonçalves, a 35 quilômetros de Mariana, não afetou o centro histórico. Assim como em Ouro Preto, se você tiver disposição para uma boa caminhada para subir e descer ladeiras, vai fazer uma viagem pela história do Brasil colonial. Muitas igrejas também, uma bela praça no centro, e não podemos deixar de registrar a Padaria Lafayete, com seus pães e guloseimas nota 10. Após muitas fotos paramos para duas cervejas e na descida para o centro fomos conhecer a Casa da Câmara e Cadeia de Mariana, um edifício do período colonial que já serviu para os mais diversos propósitos. O local já chegou a ser até açougue. Hoje um museu com fotos e utensílios do período em que já foi a Câmara Municipal de Mariana, entre outros documentos históricos. Antes de voltar para Ouro Preto, paramos em uma barraca em que tinha um daqueles cocos sorteados, com água que parecia que dava para abastecer um caminhão pipa. De volta a Ouro Preto, uma pausa para descansar no Rock in Hostel ouvindo altos sons (Secos & Molhados, Casa das Máquinas, Tim Maia) e não podíamos deixar de conhecer o Bar Barroco, e sua famosa coxinha. O ambiente é bem boêmio e aconchegante, os preços são bastante justos, e a coxinha é ok, mas apesar da fama não é nada especial. O local é um pouco longe do centro histórico mas fica sempre cheio, e quando o bar lota a galera fica do lado de fora em volta de uma praça. Parece que o Barroco vai se mudar para um local mais próximo do centro de Ouro Preto, então corra, porque talvez o Barroco em seu local clássico pode estar com os dias contados.

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Dia 20 – Rumo a São Tomé

Feito o check-out no Rock in Hostel, hora de dar adeus a Ouro Preto. Além da vontade fica a necessidade de voltar, ficou muita coisa para trás. Por exemplo, estávamos hospedados ao lado do Museu da Inconfidência e não visitamos pensando que fosse uma igreja. Pangarés mode on. No caminho para São Tomé o nosso aplicativo mandou fazer um retorno e pegar uma estrada de terra fora da rodovia. Foi uma aventura, coisa de uma hora por um cenário bem rural, às vezes desviando de carroças, em outras a poeira levantada pelos carros à frente quase encobria a visão. Começou uma fina garoa, mas a estrada de terra era bem conservada e fizemos o atalho indicado sem problemas até chegar na cidade de São Bento Abade. Ligamos para o hostel em São Tomé para informar que iríamos chegar um pouco depois das 3 e meia da tarde, o horário previsto para fazer o check-in. Devidamente instalados no hostel fomos comprar bolachas e outras guloseimas para esperar a noite e ouvimos conversas de que a cidade ultimamente está um pouco violenta, então apesar do clima de paz e amor, herança do sonho hippie, melhor ficar bem ligado. Resolvemos sair para dar uma volta quando um casal muito gente fina do Rio de Janeiro, que também estava hospedado com a gente resolveu sair para conhecer a famosa pirâmide. Trata-se de uma construção em forma piramidal no pico de uma colina de onde se tem uma visão panorâmica linda da beleza natural da cidade. Como sempre, muitos grupos de turistas sobem a lisa superfície para esperar o pôr do sol. Eu já virei a noite esperando o nascer do sol, nos anos 90. Lembro que a chegada do astro rei foi recebida com aplausos, realmente muito bonito. No caminho para a Casa da Pirâmide há um local cheio de esculturas formadas por pedras que os turistas vão amontando umas sobre as outras, criando peças dos mais diversos tamanhos e formas. Antes de construir a sua, é preciso derrubar uma construção que já esteja lá, isso depois de fazer um pedido pessoal, e só então começar a erguer a sua arte, que ficará na cidade “perpetuamente” até que alguém derrube a sua, faça um pedido e o ciclo recomeça.

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Dia 21- Do Vale das Borboletas a Ladeira do Amendoim

Uma delícia acordar ao som das maritacas que faziam um estrondoso barulho, brindando a chegada de mais um dia. Misturado com o miado do gato que aparecia nos fundos da casa todo dia querendo atenção e demais sons da fauna da rua do nosso hostel, definitivamente pensei como é bom sair de vez em quando da cidade grande. Essa calmaria foi logo abalada pela chegada de mais hóspedes, uma galera da região do ABC, na Grande São Paulo. O pessoal teve pouco tempo para dormir, porque devido a desencontros, o novo grupo de amigos praticamente dormiu na rodoviária de São Tomé, naquele frio esperando amanhecer. Umas duas horas mal dormidas para eles, e foram catapultados de suas camas porque a dona do hostel organizaria um tour pelo Vale das Borboletas e Ladeira do Amendoim. O novo grupo era composto de 5 pessoas, um casal , mais um rapaz e duas meninas. Somados aos nossos amigos do Rio, eu e o Fabio, estávamos em nove pessoas, dez com a nossa guia. Fomos em dois carros, a maioria com a nossa anfitriã e nós demos carona para mais três. Logo na chegada ao Vale das Borboletas me deparei com um restaurante que lembrei que na última vez que estive naquele local, em 2009, era um pequeno trailer chamado Borboleta Azul. Há oito anos atrás eles divulgavam que ali foi criada a autêntica pinga Segredinho de Ouro, o que não lembrei de pedir uma. O que me veio a memória é que da última vez que estive ali havia um gato que nos perseguia pelo trailer e eu perguntei ao dono qual o nome do felino, quando o rapaz do Borboleta Azul me respondeu daquele jeito bem mineiro: “ Não tem nome não, o nome é gato mesmo”. Em 2017 o trailer havia se transformado no Restaurante Borboleta Azul, com banheiros, um espaço coberto com várias mesas, mas mantendo o tom de azul na decoração, agora em um ambiente bem maior. Parada obrigatória quando for ao Vale das Borboletas.

O Vale das Borboletas fica a cerca de três quilômetros do centro de São Tomé seguindo pela estrada que vai a Três Corações, há sinalização indicando o local da saída para o Vale. No centro de São Tomé, na praça principal também é altamente recomendável deixar o carro na cidade e alugar um dos vários jipes que também fazem um roteiro incluindo as cachoeiras e a famosa Ladeira do Amendoim, entre outros locais. Vale a pena não só pelo visual dos jipes, como pelo fato de que os jipeiros contam muitos causos sobre as lendas de São Tomé. Nosso destemido grupo seguiu para as cachoeiras, e logo o cansaço foi embora quando precisamos escalar pedras íngremes e estreitas para chegar a uma outra cachoeira mais isolada, uma vez que a nossa guia desviou o caminho para só depois seguirmos para o Vale das Borboletas. O passeio foi sem pressa, com tempo para mergulhos e fotos. Após chegarmos no Vale, outra parada para mais banhos e registros fotográficos. A essa altura, já estava todo mundo enturmado. Destaque para um cara alto, de barba e cabelos longos que não escapou das piadas sobre ele ser o próprio Jesus, e tome chamar o cara de “mestre” etc. Antes de voltar paramos no Borboleta Azul para pedir uma porção de…. cervejas. Altos papos e descobrimos que o casal do grupo do ABC entendia muito de Astrologia, assunto que nunca prestei muita atenção, mas pelo conhecimento de causa da dupla fiquei bastante interessado em conhecer com mais profundidade. Percebi que o tema também despertou o interesse do Fabio. Não é sempre que você tem a sorte de ter seu mapa astral sendo feito por Jesus e sua namorada. Após as brejas seguimos para a Ladeira do Amendoim, local onde você deixa seu carro em ponto morto, e ele sobe a ladeira, como se fosse uma descida. Quando chegamos estava meio vazio, mas logo encheu, chegou até um ônibus com vários turistas, que não desceram do veículo em um primeiro momento, ficaram para fazer parte do teste. O curioso é que quanto mais pesado parece que os carros sobem a ladeira mais rápido. Com nosso Ford Ka também subiu de boa. Os cientistas falam em ilusão de ótica, magnetismo. Os locais falam em portal que leva a Machu Pichu, outras dimensões, o fato é que nem Jesus conseguiu nos explicar o fenômeno.

Na volta, jantamos no centro e fomos dormir cedo, porque no dia seguinte abandonaríamos os novos amigos, e voltaríamos para Sampa.

Dia 22 – A Volta

 

Amanheceu, fim da tour pão de queijo, hora de voltar a ser paulista. E voltamos de boa, afinal muitos projetos, muita coisa para tocar em frente. O Fabio ainda teria uma semana de férias e eu duas. Período de férias também gosto muito de ficar um tempo por São Paulo e frequentar alguns eventos alternativos que rolam tipo quarta feira a tarde no Centro Cultural, quinta feira meio dia na Galeria Olido. Tem muita coisa bacana rolando  e na correria do dia a dia a gente nem percebe. Caixa Cultural, Cine Belas Artes…

No caminho de volta começou a fechar o tempo, mas pelo menos em Minas foi só sol, e a garoa na volta ficou bem a cara da nossa capital velha de guerra, dos heroicos Bandeirantes. O leitor deve ter notado que não foi citado o hostel que nos hospedamos em São Tomé. Como não gostamos de algumas coisas ( preço barato no início, mas depois um adicional para um café da manhã que estava muito abaixo da média, a rotina do hostel que não respeitava horário para dormir, valor do passeio turístico etc) resolvemos indicar para quem for a São Tomé ficar em Pousada. Eu fiquei em Pousada em 2009 e não me arrependi. Nos anos 90 acampei, mas eram outros tempos.

Obrigado, Minas Gerais

 

Serviço:

* CAPITÓLIO

Casarão Hostel: https://www.casaraocapitolio.com.br/

 

Restaurante do Turvo ( local onde partem os melhores passeios de lancha pelos cânions): http://www.nascentesdasgerais.com.br/products/restaurante-do-turvo/

 

  * OURO PRETO

Rock in Hostel:http://rockinhostelouropreto.com.br/

Empório Mineiro: http://rockinhostelouropreto.com.br/emporio-mineiro

 

  *  MARIANA

Padaria Lafayete: http://guidez.com.br/padaria-lafayete-v4

 

* SÃO TOMÉ DAS LETRAS

Bar Borboleta Azul:https://kekanto.com.br/biz/bar-borboleta-azul

 

* Em colaboração com Fabio Gama, baterista do Tempo Sonoro:

Tempo Sonoro

 

 

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